domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para exercitar as classes gramaticais.


Exercícios de substantivo com gabarito

1) (Pucmg 1997) - Assinale a alternativa em que a mudança de posição do termo destacado não implique a possibilidade de mudança de sentido do enunciado.
 
a) Belo Horizonte já foi uma LINDA cidade.
Belo Horizonte já foi uma cidade LINDA.
b) Filho MEU não irá para o exército.
MEU filho não irá para o exército.
c) Meu carro NOVO é maior.
Meu NOVO carro é maior.
d) Por ALGUM dinheiro ele seria capaz de vender a casa.
Por dinheiro ALGUM ele seria capaz de vender a casa.
e) Com uma SIMPLES dose do medicamento ficou curada.
Com uma dose SIMPLES do medicamento ficou curada.

Gabarito: A
2) (Cesgranrio 1992) - O NOVO PLANETA DOS HOMENS
1 Uma recente pesquisa americana, concluída em 1985, busca apreender as reações e os sentimentos dos homens após vinte anos de emancipação feminina, para daí projetar a provável tendência futura da vida entre os sexos. O livro COMO OS HOMENS SE SENTEM, do jornalista Anthony Astrachan, aposta numa "revolução masculina irreversíveis, que teria se iniciado na década de 70, impulsionada por dez anos de avanço feminino. O autor faz uma minuciosa análise das consequências, para o homem, da entrada da mulher nos vários setores da sociedade: indústria, serviços, exército, mundo empresarial e profissões liberais. Ele conclui que a revolução feminina efetivamente gerou reformulações profundas nos papéis sociais e na identidade masculina, às custas de um alto preço efetivo e emocional.
2 Às reações negativas dos homens, desencadeadas pelas transformações no equilíbrio de poder entre os sexos, Astrachan oferece uma curiosa explicação: "É possível que os homens tenham reivindicado a liderança há muito tempo, e a tenham mantido através dos tempos para compensar a sua incapacidade de gerar filhos." Mas, observa o autor, ao mesmo tempo que o homem luta para não abandonar a fantasia do poder, continuando a lidar com a mulher emancipada a partir de antigos e conhecidos padrões, ao colocá-la no lugar de mãe, amante, esposa ou irmã e negar-lhe a competência profissional, tem aumentado o número de homens que incorporaram outras atitudes. O fenômeno apontaria para um homem realmente novo, capaz de usufruir e contribuir para uma síntese positiva entre os sexos.
3 Não tão otimista, a escritora e filósofa Elisabeth Badinter 90 não vê ainda configurado um "novo homem". Para o homem, abordar o terreno feminino é "desvirilizante", ao passo que a mulher se valorizou ao adentrar o mundo masculino. Sem dúvida, segundo ela, a evolução maior depende da recolocação dos homens, mas esse projeto "é ainda um fenômeno muito marginal e se dá apenas numa minoria sofisticada".
4 Para a realidade brasileira, essas questões assumem diferentes contornos, matizadas por uma crise que, no limite, torna perigosas as prospecções. Poucos são os que se arriscam: "O homem está sendo obrigado a se adaptar à crise permanente com uma revolução permanente", diz o escritor Sérgio Sant'Anna. Ele vê, ainda, mudanças na família e nas relações do homem com a paternidade, mas sente que, no momento, "as pessoas estão muito inseguras, desprotegidas e tendem a voltar a padrões conservadores". Mas adverte: "Essa não é uma transformação que se dê ao nível ideológico e intelectual; os que a fizeram se deram mal. Ela supõe crises emocionais profundas."
5 A feminista Rose Marie Muraro, embora admita um retrocesso violento aos comportamentos machistas e convencionais na década de 80, prevê a vitória inconteste dos comportamentos libertários. Quanto à luta feminista, ela reconhece que os homens tiveram pouco tempo para incorporar as transformações da década de 70. Acreditando que a definição virá na próxima década, Rose finaliza: "Hoje a mulher não é mais a imagem do desejo alheio, (...) mas é sujeito de seu próprio desejo." Mas tudo isso não esconde uma mágoa: "(...) Tive um câncer e uma úlcera ao viver o mundo masculino, sendo mulher no setor público. Tive de me masculinizar, pois lá quem não mata, morre."
6 Sem rancores, mas não menos inquieta, a psicanalista Suely Rolnik assume toda sua crença na potência criativa do desejo humano: "O que eu vejo hoje é uma aliança entre homem e mulher. É uma história nascente de cumplicidade entre o homem e a mulher."
(Yudith Rosenbaum, Revista LEIA, nŽ 128, 1989, p. 36-38, com adaptações.)
Em qual das opções há uma análise ERRADA quanto à variação nominal de gênero ou de número?
 
a) homem - mulher
Substantivos que indicam oposição semântica de sexo através de vocábulos distintos.
b) jornalista - amante
Substantivos com uma só forma para os dois gêneros.
c) o rapaz ALEMÃO - a moça ALEMÃ
Adjetivos cujo plural apresenta grafia e pronúncia iguais.
d) muito frio - friíssimo
Formas do superlativo absoluto: o analítico e o sintético.
e) vice-diretor - beija-flor
Compostos cuja flexão de plural só ocorre no segundo elemento.

Gabarito: C
3) (Ita 1995) - As questões a seguir referem-se ao texto adiante. Analise-as e assinale, para cada uma, a alternativa incorreta.
Hino Nacional
Carlos Drummond de Andrade
Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
05 Precisamos colonizar o Brasil.
Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos 'dancings' e
[subconvencionaremos as elites.
10 O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia
alemãs gordas, russas nostálgicas para
'garçonettes' dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
15 Não convém desprezar as japonesas...
Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.
20 Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros
[também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes
[paixões...
25 os Amazonas inenarráveis... os incríveis
[João-Pessoas...
Precisamos adorar o Brasil!
Se bem que seja difícil caber tanto oceano
[e tanta solidão
no pobre coração já cheio de
[compromissos...
se bem que seja difícil compreender o que
[querem esses homens,
30 por que motivo eles se ajuntaram e qual a
[razão de seus sofrimentos.
Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão
[despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis
[carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
35 Nosso Brasil é o outro mundo. Este não é o
[Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os
[brasileiros?
 
a) 'Escondido' (v. 2) pode ser substituído por 'olvidado', embora modifique o sentido.
b) 'Fidelíssimo' (v. 14) tem o mesmo radical de 'fidelidade' e de 'fidedigno'.
c) 'Piscina' (v. 17) tem o mesmo radical de 'piscicultura'.
d) 'Bem' (v. 27) tem valor de superlativo.
e) O texto não foi transcrito em obediência à ortografia vigente.
Gabarito: D
Posted: 25 Jan 2012 05:53 AM PST


Ainda é bastante importante estudar Gramática Normativa para o vestibular. Neste post vocês encontrarão três exercícios sobre substantivo com gabarito. Estudem.

Exercícios sobre substantivo com gabarito

1) (Unitau 1995) - "Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. Acreditemos ou não nos dogmas, é preciso reconhecer que seus dirigentes são obedecidos porque um Deus fala através de sua boca. Suas qualidades pessoais importam pouco. Quando prevaricam, eles são punidos no inferno, como aconteceu, na opinião de muita gente boa, com o Papa Bonifácio VIII, simoníaco reconhecido. Mas o carisma é da própria Igreja, não de seus ministros. A prova de que ela é divina, dizia um erudito, é que os homens ainda não a destruíram.
Outras associações humanas, como a universidade, retiram do saber o respeito pelos seus atos e palavras. Sem a ciência rigorosa e objetiva, ela pode atingir situações privilegiadas de mando, como ocorreu com a Sorbonne. Nesse caso, ela é mais temida do que estimada pelos cientistas, filósofos, pesquisadores. Jaques Le Goff mostra o quanto a universidade se degradou quando se tornou uma polícia do intelecto a serviço do Estado e da Igreja.
As instituições políticas não possuem nem Deus nem a ciência como fonte de autoridade. Sua justificativa é impedir que os homens se destruam mutuamente e vivam em segurança anímica e corporal. Se um Estado não garante esses itens, ele não pode aspirar à legítima obediência civil ou armada. Sem a confiança pública, desmorona a soberania justa. Só resta a força bruta ou a propaganda mentirosa para amparar uma potência política falida.
O Estado deve ser visto com respeito pelos cidadãos. Há um espécie de aura a ser mantida, através do essencial decoro. Em todas as suas falas e atos, os poderosos precisam apresentar-se ao povo como pessoas confiáveis e sérias. No Executivo, no Parlamento e, sobretudo, no Judiciário, esta é a raiz do poder legítimo.
Com a fé pública, os dirigentes podem governar em sentido estrito, administrando as atividades sociais, econômicas, religiosas, etc. Sem ela, os governantes são reféns das oligarquias instaladas no próprio âmbito do Estado. Essas últimas, sugando para si o excedente econômico, enfraquecem o Estado, tornando-o uma instituição inane."
(Roberto Romano, excerto do texto "Salários de Senadores e legitimidade do Estado", publicado na Folha de São Paulo, 17/10/1994, 1Ž caderno, página 3)
Em:
I - CERTAS instituições encontram sua autoridade na palavra divina.
II - Instituições CERTAS encontram caminho no mercado financeiro.
As palavras, em destaque, são, no plano morfológico e semântico (significado)
 
a) adjetivo em I e substantivo em II, com significado de "algumas" em I e "corretas" em II.
b) substantivo em I e adjetivo em II, com significado de "muitas" em I e "íntegras" em II.
c) advérbio em I e II, com significado de "algumas" em I e "algumas" em II.
d) adjetivos em I e II, com significado de "algumas" em I e "íntegras" em II.
e) advérbio em I e adjetivo em II, com significado de "poucas" em I e "poucas" em II.

Gabarito do exercício 1: D
2) (FAAP 1996) - SONETO DE SEPARAÇÃO
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Morais)
Na segunda estrofe há dois adjetivos:
 
a) calma e vento
b) olhos e chama
c) última e imóvel
d) paixão e pressentimento
e) momento e drama
Gabarito do exercício 2: C
3) (Uelondrina 1994) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada.
Elas ficaram ...... impressionadas com seus poderes ...... .
 
a) meio - supra-sensoriais
b) meias - supras-sensoriais
c) meio - supras-sensoriais
d) meias - supra-sensorial
e) meio - supra-sensorial

Gabarito do exercício 3: A

Mais um texto de Luís Fernando Veríssimo.

Exercício de interpretação com texto “O Recital”

O recital
Uma boa maneira de começar um conto é imaginar uma situação rigidamente for­mal - digamos, um recital de quarteto de cordas - e depois começar a desfiá-la, como um pulôver velho. Então, vejamos. Um recital de quarteto de cordas.
O quarteto entra no palco sob educados aplausos da seleta plateia. São três homens e uma mulher. A mulher, que é jovem e bonita, toca viola. Veste um longo vestido preto. Os três homens estão de fraque. Tomam os seus lugares atrás das partituras. Da esquer­da para a direita: um violino, outro violino, a viola e o violoncelo. Deixa ver se não esque­ci nenhum detalhe. O violoncelista tem um grande bigode ruivo. Isto pode se revelar importante mais tarde, no conto. Ou não.
Os quatro afinam seus instrumentos. Depois, silêncio. Aquela expectativa nervosa que precede o início de qualquer concerto. As últimas tossidas da plateia. O primeiro vio­linista consulta seus pares com um olhar discreto. Estão todos prontos, o violinista colo­ca o instrumento sob o queixo e posiciona seu arco. Vai começar o recital. Nisso...
Nisso, o quê? Qual é a coisa mais insólita que pode acontecer num recital de um quarteto de cordas? Passar uma manada de zebus pelo palco, por trás deles? Não. Uma manada de zebus passa, parte da plateia pula das suas poltronas e procura as saídas em pânico, outra parte fica paralisada e perplexa, mas depois tudo volta ao normal. O quar­teto, que manteve-se firme em seu lugar até o último zebu - são profissionais e, mesmo, aquilo não pode estar acontecendo -, começa a tocar. Nenhuma explicação é pedida ou oferecida. Segue o Mozart.
Não. E preciso instalar-se no acontecimento, como a semente da confusão, uma pequena incongruência. Algo que crie apenas um mal-estar, de início, e chegue lentamen­te, em etapas sucessivas, ao caos. Um morcego que pousa na cabeça do segundo violi­nista durante um pizzicato. Não. Melhor ainda. Entra no palco um homem carregando uma tuba.
Há um murmúrio na plateia. O que é aquilo? O homem entra, com sua tuba, dos bastidores. Posta-se ao lado do violoncelista. O primeiro violinista, retesado como um mergulhador que subitamente descobriu que não tem água na piscina, olha para a tuba entre fascinado e horrorizado. O que é aquilo? Depois de alguns instantes em que a ten­são no ar é como a corda de um violino esticada ao máximo, o primeiro violinista fala:
- Por favor...
- O quê? - diz o homem da tuba, já na defensiva. - Vai dizer que eu não posso ficar aqui?
- O que o senhor quer?
- Quero tocar, ora. Podem começar que eu acompanho.
Alguns risos da plateia. Ruídos de impaciência. Ninguém nota que o violoncelista olhou para trás e quando deu com o tocador de tuba virou o rosto em seguida, como se quisesse se esconder. O primeiro violinista continua:
- Retire-se, por favor.
- Por quê? Quero tocar também.
O primeiro violinista olha nervosamente para a plateia. Nunca em toda a sua car­reira como líder do quarteto teve que enfrentar algo parecido. Uma vez um mosquito entrou na sua narina durante uma passagem de Vivaldi. Mas nunca uma tuba.
- Por favor. Isto é um recital para quarteto de cordas. Vamos tocar Mozart. Não tem nenhuma parte para a tuba.
- Eu improviso alguma coisa. Vocês começam e eu faço o um-pá-pá.
Mais risos da plateia. Expressões de escândalo. De onde surgiu aquele homem com uma tuba? Ele nem está de fraque. Segundo algumas versões veste uma camiseta do Vasco. Usa chinelos de dedo. A violista sente-se mal. O violinista ameaça chamar alguém dos bastidores para retirar o tocador de tuba à força. Mas ele aproxima o bocal do seu ins­trumento dos lábios e ameaça:
- Se alguém se aproximar de mim eu toco pof.
A perspectiva de se ouvir um pof naquele recinto paralisa a todos.
- Está bem - diz o primeiro violinista. - Vamos conversar. Você, obviamente, entrou no lugar errado. Isto é um recital de cordas. Estamos nos preparando para tocar Mozart. Mozart não tem um-pá-pá.
- Mozart não sabe o que está perdendo - diz o tocador de tuba, rindo para a plateia e tentando conquistar a sua simpatia.
Não consegue. O ambiente é hostil. O tocador de tuba muda de tom. Torna-se ameaçador:
- Está bem, seus elitistas. Acabou. Onde é que vocês pensam que estão, no século XVIII? Já houve dezessete revoluções populares depois de Mozart. Vou confiscar estas partituras em nome do povo. Vocês todos serão interrogados. Um a um pá-pá.
Torna-se suplicante:
- Por favor, só o que eu quero é tocar um pouco tam­bém. Eu sou humilde. Não pude estudar instrumento de corda. Eu mesmo fiz esta tuba, de um Volkswagen velho. Deixa...
Num tom sedutor, para a violista:
- Eu represento os seus sonhos secretos. Sou um produto da sua imaginação lúbrica, confessa. Durante o Mozart, neste quarteto antisséptico, é em mim que você pensa. Na minha barriga e na minha tuba fálica. Você quer ser violada por mim num allegro assai, confessa...
Finalmente, desafiador, para o violoncelista:
- Esse bigode ruivo. Estou reconhecendo. É o mesmo bigode que eu usava em 1968. Devolve!
O tocador de tuba e o violoncelista atracam-se. Os outros membros do quarteto entram na briga. A plateia agora grita e pula. E o caos! Simbolizando, talvez, a falência final de todo o sistema de valores que teve início com o Iluminismo europeu ou o triunfo do instinto sobre a razão ou, ainda, uma pane mental do autor. Sobre o palco, um dos resultados da briga é que agora quem está com o bigode ruivo é a violista. Vendo-a assim, o tocador de tuba para de morder a perna do segundo violinista, abre os braços e grita: "Mamãe!"
Nisso, entra no palco uma manada de zebus.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. São Paulo: Círculo do Livro, s. d.
O narrador assume no texto uma voz explícita, que expõe ao leitor vários procedimentos e dúvidas referentes ao desenvolvimento da história. Utilize esses momentos da narrativa para demonstrar que um texto é sempre fruto de intenções e projetos de quem o produz.
"Isto poderia se revelar importante mais tarde, no conto. Ou não."
- Qual elemento é retomado pelo pronome isto?
- Comente a importância desse elemento em duas passagens posteriores: depois do primei­ro diálogo entre o homem da tuba e o líder do quarteto e antes da confusão que antece­de a entrada dos zebus.
"Nisso..." O que prepara essa palavra? Você, leitor, o que passa a esperar depois que a lê? E o narrador, que faz depois de enunciá-la?
O quarto parágrafo parece ser uma digressão, ou seja, um momento em que o texto foge ao tema principal. Depois da leitura do texto inteiro, essa impressão continua? Qual a importância real desse parágrafo para a estrutura do texto?
O quinto parágrafo nos mostra como deve ser o desenvolvimento de um conto. Relacione o que se diz nesse parágrafo com a série de acontecimentos que o seguem.
Aponte, no penúltimo parágrafo, o momento em que o texto avalia aquilo que está sendo nar­rado. Que tipo de linguagem é então utilizado?
O desfecho do texto é surpreendente? Relacione esse desfecho com o que é dito no quarto e no quinto parágrafos. Não deixe de levar em conta aquilo que o narrador havia concluído anteriormente sobre a manada de zebus.
O texto nos apresenta um universo em que muitas coisas se mostram diferentes do que deter­mina a lógica do cotidiano. Pensando nisso, comente:
- o valor do argumento colocado pelo homem da tuba ("Se alguém se aproximar de mim eu toco pof”) para evitar a aproximação de quem o quisesse retirar de cena.
- a linguagem utilizada pelo homem da tuba na sequência em que se torna ameaçador (parágrafo 23), suplicante (parágrafo 25) e sedutor (parágrafo 27).
- a ambiguidade da passagem "Mas nunca uma tuba" no parágrafo em que o primeiro violinista se recorda de situações difíceis anteriores.
Utilize o conhecimento adquirido sobre o texto "O recital" para comprovar que um texto é um todo estruturado e não uma mera justaposição de partes desconexas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Filme:A bússola de ouro

Interpretação do filme: “A bússola de Ouro”

  1. Reveja as “falas” iniciais do filme:

“Existem mundos como o seu, onde as almas das pessoas habitam nos seus corpos. E mundos como o meu, onde as almas caminham ao nosso lado como espíritos animais a que chamamos dimons.”

Agora, veja estes verbetes retirados do dicionário eletrônico Michaelis:

al.ma
s. f. 1. Princípio de vida. 2. Teol. Substância incorpórea, imaterial, invisível, criada por Deus à sua semelhança; fonte e motor de todos os atos humanos. 3. Pessoa considerada como dotada de afetos e paixões: É boa alma (= pessoa boa). 4. Artilh. Interior do cano de uma arma de fogo. 5. Pop. Assombração, fantasma, visagem. S. f. pl. Habitantes: Esta cidade tem mais de um milhão de almas.

cons.ci.ên.cia
s. f. 1. Capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações. 2. Rel. Testemunho do nosso espírito, aprovando ou reprovando os nossos atos. 3. Cuidado escrupuloso. 4. Honradez, retidão. 5. Conhecimento.

a)      Qual dos significados da palavra “alma” encontrados no dicionário pode ser associado à palavra alma citada no filme?


b)      Qual a semelhança que havia entre os “dimons” do filme e a alma como a conhecemos? Relate algum episódio que comprove a sua resposta.


c)      Embora, no filme, os dimons estivessem associados à alma, em determinados momentos poderíamos muito bem associá-los à consciência. Releia o significado da palavra consciência e relate um episódio do filme em que o “dimon” agia como se fosse a consciência da pessoa a que estava ligado.


2. Relembre outra passagem do filme:

“No meu mundo inventaram uma bússola que mostrava tudo que estava escondido, mas os regentes temendo todas as verdades, exceto a sua, destruiu estes instrumentos.”

O filme, na sua essência, gira em torno do tema implícito na passagem acima: a questão da censura, ou melhor, do controle da população.

Agora, leia o trecho abaixo retirado de uma revista de informação.

Quando VEJA nasceu, em setembro de 1968, o país vivia sob a sombra da ditadura. Além de negarem à população o direito de escolher seus governantes, os militares atacaram outro pilar da democracia: o direito à informação. Uma rede de censores foi formada para monitorar os grandes veículos de informação.
[...]
Depois do AI-5, a mão da censura foi ficando mais pesada. No início dos anos 70, a redação de VEJA recebia, todos os meses, um índex preparado pela Polícia Federal com os assuntos proibidos de ser tratados em reportagens.
[...]
As perdas foram enormes. Nos dois anos e quatro meses em que VEJA esteve sob tutela, foram vetadas 10352 linhas de texto, 44 fotos, vinte ilustrações, além de quatro anúncios comerciais.
[...]
Que esse erro jamais se repita no Brasil.

Veja 40 anos /SETEMBRO DE 2008, p.241

a)      Na sua opinião, por que os “governantes” escondem a verdade das pessoas?


b)      Você acredita que, atualmente, haja o controle de informações em nosso país? Por quê?


c)      No filme, o que os “regentes” poderiam perder caso a verdade fosse revelada ao povo?


d)     Você gostaria que, no Brasil, os meios de comunicação fossem controlados pelo governo? Por quê?


e)      Se você governasse um país, gostaria de ter o controle de todos os meios de comunicação? Por quê?


f)       Na sua opinião, e que a censura prejudicou o país na época mencionada no trecho da revista? Justifique.

3. Reveja esse trecho de conversa entre os membros do “Magesterium”

- Os acadêmicos se recusam a entregar o último Alethiometro (Bússola dourada). E agora deram ao Asriel todos os fundos de que ele precisa.
- Se ele conseguir provar a existência destes outros mundos, vai contrariar séculos de ensino.
- Haverá sempre livres pensadores e hereges

Agora, discuta com seus colegas e, se possível, com a professora de História sobre conhecimentos que foram modificados através dos tempos, como, por exemplo, a idéia de que a Terra era plana.. Depois, discutam o porquê das pessoas terem tanta resistência em conhecer coisas novas.


4. Releia:

Os doutores em Bolvangar estão perto de aperfeiçoar a vacina contra os efeitos da Poeira.
Se conseguirmos proteger as nossas crianças da má influência da Poeira, antes que os seus dimons atinjam a maturidade, então teremos gerado uma geração que estará em paz consigo própria.
Uma geração que não voltará a questionar a nossa autoridade. Devemos isso aos jovens, não é?
a) Novamente, associando, a palavra “dimons” à palavra “consciência”, reflita: Por que a vacina era destinada às crianças e não aos adultos?


b) Que fala dos membros do “Magisterium”, citada acima, mostra que eles realmente acreditavam estar fazendo o bem para as crianças?


Sugestão. Quem gostou do tema tratado no filme pode ler: “A droga da obediência” de Pedro Bandeira. (Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes – os Karas – enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a Humanidade aos seus desígnios através de uma perigosa droga que está sendo testada em alunos dos melhores colégios de São Paulo...)


5. Reveja este diálogo entre Lyra e a Sra. Coulter:

Lyra: - Para que serve o Magesterium?
Sra. Coulter: - O Magesterium é aquilo que as pessoas precisam. Mantém as coisas funcionando, dizendo às pessoas o que fazer.
Lyra: - Mas... você disse ao Mestre que fazia aquilo que queria.
Sra. Couter: - Pois é, menina esperta. Bem... algumas pessoas sabem o que é melhor para elas, outras não. Além disso... eles não dizem às pessoas o que fazer duma maneira rude. Dizem-lhes o que fazer duma forma gentil. Para os manter fora de perigo.

a)      Podemos dizer que a fala da Sra. Coulter revela que a mesma tem a personalidade de um “ditador”? Justifique.


Leia agora um trecho de reportagem publicada na revista VEJA:

[...] Uma pesquisa CNT/Sensus ouviu 3000 pessoas de 24 estados brasileiros, entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Sua conclusão nesse particular é espantosa. Os pais (61%) sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula e acham isso normal. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças e acham que isso é sua missão principal – algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido, uma vez que atribuem à escola, antes de tudo, a função de “formar cidadãos” – à frente de “ensinar a matéria” ou “preparar as crianças para o futuro”.[...]

Revista VEJA, 20 de agosto de 2008. p.78 – 79

b)      O que há de comum entre o trecho da revista e o diálogo retirado do filme?


c)      Na sua opinião a escola deve dar mais atenção à doutrinação das crianças (formar cidadãos) ou à transmissão dos conteúdos? Justifique.


6. No filme, o urso trabalhava para receber uísque como pagamento. Segundo ele, o povo da cidade havia lhe dado bebida, fazendo com que ele adormecesse para tirarem-lhe a armadura. E sem a armadura ele não podia lutar.
a) Na sua opinião, por que as pessoas se tornam dependentes do álcool?


b) Você acha que o governo está sendo autoritário ao instituir a “Lei Seca”, uma vez que a mesma proíbe as pessoas de dirigirem alcoolizadas? Justifique.


7. Pelo filme, para ser rei, os ursos usavam como arma a força. Seria rei quem vencesse o outro em uma luta.
a) E nas nossas eleições, quais são as principais armas dos candidatos (dinheiro, propostas, amizade...)?


b) Para você, quais são as características de um bom candidato?


9. A Sr. Coulter disse a Lyra que alguns antepassados haviam desobedecido à autoridade. E isso havia feito o “pó” vir ao mundo. Mas o “pó” não assentava em crianças inocentes.

Agora, veja este verbete retirado do dicionário eletrônico Michaelis:
i.no.cen.te
adj. m. e f. 1. Que não é culpado. 2. Que não causa mal; inofensivo. 3. Isento de malícia. 4. Singelo, ingênuo. 5. Idiota, imbecil. S. m. e f. Pessoa que tem inocência.
a)      Qual dos significados da palavra “inocente” foi o pretendido pela Sra. Coulter?


b)      De acordo com o que vimos no filme, qual seria o significado adequado da palavra “inocente” para a fala da Sra. Coulter?

10. De acordo com o filme, por que a Sra. Coulter não deixou que Lyra fosse separada de seu dimon?


11. Por que Lyra não quis ir embora com as outras crianças no (final do filme)?



12. A feiticeira disse, ao final do filme, que aproximava-se uma guerra: A guerra pelo livre arbítrio.
Você acha que vale a pena entrar em uma guerra por esse motivo? Justifique

Filme:Eu sou a lenda.

Interpretação: Eu sou a Lenda

1. Relembre a entrevista que passa na TV no início do filme:

[...] Obrigado. E isso não é tudo. Com vocês Karen e a saúde.
- O mundo da medicina já viu curas milagrosas... desde a vacina contra a pólio até transplante de coração... mas as últimas conquistas não se comparam ao trabalho da Dra. Alice Krippin. Muita obrigada pela sua presença.
- De nada.
- Dr. Krippin, conte, em poucas palavras, sua descoberta.
- Bem, a premissa é bastante simples. Pegue alguma coisa criada pela natureza e reprograme... para que ela funcione em favor do corpo e não contra ele.
- Fala de um vírus?
- Exato! No caso do sarampo que foi modificado geneticamente para ser útil em vez de ser nocivo. [...]
- E quantas pessoas trataram até agora?
- 2009.
- E quantas foram curadas do câncer?
- 2009.
- Então quer dizer que encontraram a cura do câncer?
- Sim, sim. Nós descobrimos.

De acordo com o filme, foi através das pesquisas para se encontrar a cura do câncer que o mundo entrou em colapso.
a) Na sua opinião, há cientistas que exageram em suas pesquisas? Explique.

b) Atualmente há a polêmica sobre o uso de células-tronco de embriões. Pesquise sobre o assunto e posicione-se em relação ao mesmo.

2. Na cena em que Robert Neville (Will Smith) persegue um antílope, ele reluta em acertar ou não o leão. Depois, o relógio apita e ele chama o cachorro para ir para sua casa.
a) Na sua opinião, por que ele não quis matar o leão?


b) Por que ele quis ir para casa logo que o relógio apitou?


3. Em uma cena, Robert aparece assistindo a um telejornal.
a) Esse telejornal é atualizado ou não? Justifique.


b) Ele demonstra interesse ou indiferença(como se fosse algo normal, do dia-a-dia) pelo telejornal?


c) Na sua opinião, por que ele está assistindo àquele telejornal?

4. Tradução da música ouvida por Robert.


“Não se preocupe com nada
Pois tudo vai dar certo
Sei que é gostoso
O nascer do sol me faz sorrir
Três passarinhos cantando doces canções
De melodias...”



a) A letra da música é otimista ou pessimista? Justifique.

b) Essa música poderia ajudar Robert em alguma coisa? Explique.


5. Na cena em que Robert está preocupado com Sam (a cadela) e entra em um prédio escuro, ele se depara com varias cédulas de dólares no chão. Ironicamente, o dinheiro o atrapalha, pois faz barulho quando ele pisa nas notas.
Essa cena nos faz refletir sobre a importância exagerada que damos ao dinheiro. Para você, o que é mais importante: Ter ou Ser? Explique.



6. Quando a família de Robert vai passar pelo detector de vírus, sua filha é classificada como “não infectada” e sua mulher, primeiramente como infectada. Então, Robert pede que o soldado a examine novamente. Ele não obedece. Robert diz ser tenente-coronel e exige que a examinem novamente. Desta vez, ela é classificada como não infectada.
a) Por que motivo a esposa de Robert foi reexaminada?

b) De acordo com a atitude dos soldados as outras pessoas também tinham a chance de serem reexaminadas? Justifique.

c) O que você pensa sobre algumas pessoas terem “privilégios” sobre as outras? Você é contra ou a favor?

d) E se você fosse o privilegiado? Utilizaria esse expediente? Justifique.


7. Relembre essa fala de Robert:

- Dia 1001. Tivemos contato com um enxame hoje. Pelos exames de sangue, ainda sou imune tanto ao vírus transmitido... pelo ar como por contato humano. Os cães permanecem imunes só ao vírus transmitido pelo ar. [...] Testes com vacina continuam. Ainda não consigo transmitir minha imunidade a hospedeiros infectados. O vírus Krippin é...muito complexo. Estou andando às escuras... Nota sobre o comportamento... Um infectado do sexo masculino se expôs à luz solar hoje. É possível que a função cerebral reduzida deles... ou a crescente escassez de comida esteja fazendo com que... eles ignorem seus instintos básicos de sobrevivência. A regressão social parece completa. O comportamento humano típico desapareceu por completo.
a) Por que o vírus recebeu o nome de Krippin?


b) Robert estava errado em relação à sua última fala. Explique por que.


8. Quando está no laboratório, Anna (Alice Braga) pergunta a Robert se todas as pessoas das fotos penduradas na parede estão mortas. Ele diz que sim e ela diz: “Meu Deus!”. Então ele responde: “Deus não fez isso, Anna. Fomos nós.”
Com essa fala, ele demonstra acreditar ou não em Deus? Justifique.


9. Relembre a explicação que Robert deu a Anna sobre Bob Marley:

“ Ele tinha uma teoria. Parecia ser uma teoria de virologista. Ele achava que se podia curar o racismo e o ódio, literalmente...injetando música e amor na vida das pessoas. Um dia, estava programada sua apresentação em um comício pela paz. Atiradores foram à casa dele e atiraram nele. Dois dias depois... ele foi até o palco e cantou. Alguém perguntou a ele por quê. Ele disse: ‘As pessoas... que tentam tornar este mundo pior não tiram um dia de folga. Como eu posso tirar?’ Uma luz na escuridão”
a)      O que você achou da atitude de Bob Marley? Justifique.

b)      Você acredita na teoria de Bob Marley? Por quê?

10. Relembre este diálogo entre Anna e Robert.



- Vem com a gente, Neville. Para a colônia.
- Não existe colônia, Anna.Tudo desmoronou. Não havia nenhum plano de evacuação.
- Engana-se. Existe uma colônia. Eu sei, tá?
- Como você sabe, Anna?
- Eu só sei.
- Como? Eu perguntei como você sabe? Como você pode saber?
- Deus me contou. Ele tem um plano.
- Deus lhe contou?
- Sim.
- O Deus?
- É!.. Eu sei o que isso parece...
- Parece loucura.
- Mas uma coisa me disse para eu ligar o rádio. Uma coisa me disse para eu vir aqui.
- A minha voz no rádio lhe disse para vir pra cá.
- Estava tentando se matar ontem à noite, certo?
- Ah, tá bom Anna.
- E eu cheguei bem a tempo de salvar sua vida. Acha que é coincidência?
- Pára. Pára com isso. Pára.
- Ele me mandou por uma razão.
- Neville, o mundo está mais quieto agora. Você só precisa escutar. Se escutarmos... poderemos ouvir o plano de Deus.
- O plano de Deus?
- É.
- Tá bom. Vou lhe contar o que eu acho do plano de Deus... Havia seis bilhões de pessoas na Terra quando a infecção começou. O vírus matou 90% delas. Ou seja, 5, 4 bilhões... E todas sangraram até morrer. Menos de 1% de imunidade. E restaram 12 milhões de pessoas saudáveis como você, eu e o Ethan. As outras 588 milhões...se transformaram em vampiras. E elas ficaram com fome. E elas mataram e se alimentaram de todo mundo... Todo mundo! TODAS AS PESSOAS QUE VOCÊ OU EU CONHECEMOS UM DIA MORRERAM.
- Eh.
- MORRERAM. Deus não existe. Deus não existe!




a) Para você, os acontecimentos entre Anna e Robert foram coincidência ou um plano de Deus? Justifique.


b) Na sua opinião, Robert realmente não acreditava em Deus ou estava apenas extravasando em um momento de raiva? Justifique.

11. Depois que os “vampiros” invadiram sua casa. Quando vê que não dá mais para conter a invasão, Robert entrega um recipiente com sangue da mulher que estava sendo curada e diz:
- Anna. Deve ser por isso que você está aqui.
- O que está fazendo?
- Eu estou escutando.
- Neville, há lugar aqui. Venha.
- Não, eles não vão desistir. Não vão parar... Fiquem aí até o amanhecer.
a) O que Robert estava escutando?


b)Na sua opinião, era realmente necessário o sacrifício do Robert? Justifique.

12. Por que o filme se chamava “Eu sou a lenda.”?

13. Leia atentamente a crítica sobre o filme “Eu sou a lenda.” Publicada na revista Veja.
SOZINHO, E BEM ACOMPANHADO

Com Eu Sou a Lenda, Will Smith demonstra sua estratégia para uma carreira de sucesso ímpar: cercar-se de roteiro, direção e imagens de qualidade – e deixar muito espaço para si no centro de tudo.
Will Smith já cometeu erros, claro. Errou no sumamente estúpido As Loucas Aventuras de James West, em Bad Boys II (bem mas irritante ainda do que o primeiro, se possível) e no insípido Lendas da Vida. Mas faz algum tempo que ele perdeu esse hábito. Smith tem acertado sistematicamente na escolha de projetos que evidenciem sua capacidade inata para provocar empatia, como Hitch – Conselheiro Amoroso. E se sai melhor ainda quando o filme o faz aliar essa característica a uma outra, à qual ele nem sempre deu a devida importância: seu talento dramático, bem conhecido dos poucos que o viram, em início de carreira, em Seis Graus de Separação. No ano passado, Smith colheu tantos elogios como dólares graças a essa boa combinação, em Á Procura da Felicidade. Agora, ele a repete, com mais sucesso ainda, em Eu Sou a Lenda (I Am Legend, estados  Unidos, 2007) que estréia nesta sexta-feira no país.
Refeitura de A Última Esperança da Terra, um pequeno clássico da ficção científica estrelado por Charlton Heston em 1971, o filme traz o ator como Robert Neville, um cientista que, até onde ele próprio sabe, é o único ser humano a ter sobrevivido inalterado por um vírus modificado para o tratamento do câncer. [...] À parte alguns flashbacks, isso significa que, na prática, Smith está absolutamente só em cena durante mais de uma hora. Até que a brasileira Alice Braga entre na história. Já muito perto do desfecho, ele tem de gerar sozinho toda a ação dramática; tem de falar consigo mesmo sem parecer louco nem soar aparvalhado como um personagem do noveleiro Manoel Carlos; tem, enfim, de manter o interesse da platéia e a tensão do enredo contando apenas com os próprios recursos. É uma tarefa e tanto. Que Smith a cumpra de forma tão bem-sucedida é prova de sua competência e da argúcia com que tem selecionado os projetos que melhor ressaltem seus pontos fortes.
[...]
Não é só pelo artesanato eficaz e pela presença de Smith – um dos maiores chamarizes de bilheteria de que Hollywood dispõe – que Eu Sou a Lenda já acumulou 400 milhões de dólares em menos de quaro semanas de exibição. [...

Veja 16 de janeiro, 2008 p. 95-96
a) Você concorda com as críticas que foram feitas aos outros filmes em que Will Smith atuou? (Escreva o nome dos que você assistiu, juntamente com a sua opinião a respeito da crítica.). Justifique.

b) Você concorda com a crítica feita ao filme “Eu Sou a Lenda”? Justifique.

c) O que você achou da atuação de Will Smith nesse filme? Justifique.

d) Por que o título da crítica da revista recebeu o título “SOZINHO, E BEM ACOMPANHADO”?

14. Leia atentamente e responda às questões propostas.

PRONTA PARA FAZER A AMÉRICA

Na Nova York pós-apocalíptica em que se passa Eu Sou a Lenda, o protagonista Robert Neville interage com apenas dois outros seres humanos: um menino, com o qual não troca palavra, e Anna, uma paulista que conseguiu escapar do holocausto genético num navio, rumo à Costa Leste Americana. Com o papel de Anna, Alice Braga tirou um bilhete premiado – a oportunidade de ser a única atriz a contracenar com Will Smith numa produção de imenso sucesso. E o melhor, recebendo elogios[...]
Alice está cumprindo o que é quase um destino anunciado. Seu pai, Ninho Moraes, foi durante anos diretor do programa de Marília Gabriela e hoje dá aulas de cinema e de jornalismo. Sua mãe, Ana, é montadora. Sua irmã, Rita, é produtora e assistente de direção. Vários primos e tios também trabalham no meio. Entre os quais Sonia Braga, de quem sua mãe é irmã mais nova. Mas desde seu desempenho surpreendente em Cidade Baixa, há dois anos, Alice vem rapidamente deixando de ser designada como “a sobrinha de Sonia”. Talentosa, dona de um sorriso cativante e dedicada – como se pode aferir pelo inglês excelente que fala em Eu Sou a Lenda -, ela está muito perto de inverter os termos. Se continuar nessa ascendente, daqui a pouquinho Sonia é que terá de se conformar em ser chamada de “a tia de Alice”.

Veja 16 de janeiro, 2008 p. 96

a)      Você sentiu orgulho por ter uma brasileira no filme? Justifique.


b)      Você concorda com a crítica feita ao trabalho da Alice no filme Eu Sou a Lenda? Justifique.


c)      De acordo com a crítica, é bom ou ruim ser identificado como parente de alguma pessoa famosa em relação à carreira? Justifique com elementos do texto.


Respostas – Eu sou a lenda

1.
a) pessoal
b) pessoal

2
a)      Sugestão ( Provavelmente porque ele via o leão como uma vítima, igual a ele, lutando pela sobrevivência, portanto passando pelas mesmas dificuldades por que ele passava.)
b)      Pois aquele apito o avisava de que o dia estava terminando, ou seja, o sol iria se pôr. Assim, os “vampiros” iriam sair às ruas.

3.
a) É desatualizado, pois não passa de uma gravação, uma vez que não existe ninguém, além dele, na cidade.
b) Indiferença, como se fosse um jornal de um dia comum.
c) Sugestão (Para tentar fingir que a sua vida está normal, que não aconteceu nada de extraordinário no mundo.)

4. a) Otimista, pois ela fala de esperança.
b) Sim, pois poderia motivá-lo a continuar vivendo, uma vez que a mesma transmite uma clara mensagem de esperança.

5. Pessoal.

6. a) Porque o cargo de Robert gozava de um certo prestígio, fazendo com que o mesmo tivesse privilégio devido ao abuso de autoridade.
b) Não. Pois só reexaminaram a esposa do Robert por causa do cargo que ele ocupava.
c) Pessoal
d) Pessoal

7.
a) Por causa da médica que o criou: Dra. Alice Krippin.
b) Porque os “vampiros” ainda possuíam alguns comportamentos humanos. A armadilha que foi feita para ele demonstra isso.

8.
Sugestão ( Demonstra acreditar, pois quis dizer que Deus não faz mal para as pessoas. O mal pelo qual eles estavam passando, tanto quanto as mortes ocorridas foram causadas pelo homem mesmo.

9.
a) Pessoal
b) Pessoal

10.
a) Pessoal (Sugestão: O filme nos leva a deduzir que aqueles fatos tiveram um motivo maior do que coincidência para acontecerem. Ex. Anna chega logo no dia em que Robert iria suicidar. Robert encontra a cura pouco depois que conhece Anna. Anna realmente encontra a colônia e tem a chance de salvar a humanidade – dentre outros)

c)      pessoal (Sugestão – Ele acreditava em Deus, pois ele chegou a mencionar anteriormente que não foi Ele que causou o mal para a humanidade, mas eles próprios. Tudo leva a crer que ele falou aquilo “da boca pra fora”, em um momento de raiva.)

11.
a) Sugestão (Provavelmente a sua consciência, que o estava alertando para fazer o que era correto fazer naquele momento. Também podemos dar à essa consciência o nome de “o plano de Deus”.)
b) Pessoal. (Sugestão. Provavelmente não, pois ele poderia ter jogado a granada nos “infectados” e fechado rapidamente a entrada do abrigo em que a Anna se escondeu. Além do mais, se ele disse que os infectados não desistiriam, após sua morte, os que não tivessem morrido tentariam pegar a Anna do mesmo modo.)

13.
a) Pessoal
b) Pessoal
c) O título faz um trocadilho com o ditado popular :”Antes só, do que mal acompanhado” e, de acordo com a matéria dá para percebermos que ele faz alusão à excelente atuação do ator, que, sozinho, por mais de uma hora, consegue fazer um excelente trabalho.Já o bem acompanhado está se referindo à participação da atriz Alice Braga.

14.
a) Pessoal
b) Pessoal
c) Ruim, pois dá a impressão de que a pessoa não tem referência própria e faz sucesso apenas por ser parente “do famoso”. Alcem do mais, a reportagem diz que daqui a algum tempo é “Sonia que terá de se conformar em ser chamada de a tia de Alice”. Ninguém se conforma com algo agradável, portanto ser chamado de “parente de fulano” não deve ser algo agradável (pelo menos no meio artístico).